12 dezembro 2011

...cada agulha com seu uso (5)

As agulhas de bambú começaram a ser mais divulgadas há relativamente poucos anos mas criaram imediatamente uma legião de adeptos. E há razões para isso:
  • o bambú é muito leve e por isso facilita os movimentos do tricot,
  • tem um toque orgânico, sem o frio do metal que torna as agulhas muito agradáveis de usar,
  • não fazem o tic, tic do metal (para alguns isto é importante),
  • têm maior aderência ao fio pelo que são óptimas para quem começa a tricotar. Esta característica também torna as agulhas de bambu muito indicadas para o tricot circular com 5 agulhas uma vez que as metálicas escorregam muito mais (sobretudo se são mais grossas e por isso mais pesadas).
As agulhas de bambu mais finas têm alguma tendência para curvarem ligeiramente sobretudo se se tem a malha apertada ou se faz mais força nas agulhas ao tricotar. Este aspecto em nada diminui a sua qualidade já que uma ligeira curvatura ajusta-se à mão e não prejudica o trabalho.
Não houve post no dia 10 porque o saquinho do meu calendário de Advento tinha:

Trabalho

e não houve no dia 11 porque o saquinho desse dia tinha:

Descanso

Há alunas que frequentam regularmente as minhas aulas e hoje estiveram presentes, por coincidência, a mais nova (15 anos) e a mais velha (84). Gostar de aprender é uma das coisas boas que podemos usufruir toda a vida. Ensino e aprendo em cada dia e foi isso que saiu do meu saquinho de hoje:

Aprender (sempre)

09 dezembro 2011

o tempo de fazer um quilt

Os meus projectos inacabados dividem-se em dois grupos: os que sei que nunca serão acabados e aqueles que por uma razão ou outra vão ficando à espera de dias maiores. Às vezes retiro-os da caixa e adianto um bocadinho. Outras, apenas penso quando os irei acabar. Este top já aqui esteve o ano passado e já o tinha começado hávia muito tempo. Desta vez cosi todos os blocos e já o tenho pronto a ser acolchoado. Vamos ver se é desta.
Um quilt está inequivocamente associado ao:

Conforto

Que saiu do 9º saquinho do meu calendário de Advento. Eu como a maioria dos Portugueses tenho um tecto e muitas das coisas que nos confortam. E isso é uma coisa muito boa.

08 dezembro 2011

Organizar

 No oitavo dia do Advento o tema é:

Organização

A organização é dificil para quem não nasceu com um dote especial para ela e tem de ser exercitada todos os dias para surtir algum efeito (entenda-se que é o meu caso). Se está como uma das coisas boas do meu Advento é porque realmente todos os dias vejo que as vantagens da organização superam muito as dificuldades de a pôr em prática. 
Para alguns a organização é feita de forma metódica e tem de ser igualmente bonita. Para mim basta ser prática.
Mas prometo que o meu apliqué vai passar do ziplock para esta bolsa feita com tanto esmero, que me foi oferecida pela Fátima P.

07 dezembro 2011

...cada agulha com seu uso (4)

Sou uma adepta das agulhas circulares e um dos aspectos mais importantes de uma agulha é a qualidade da junção entre as agulhas propriamente ditas e o cabo que as une. Esta união deve ser perfeita e sem qualquer ressalto para que as malhas deslizem perfeitamente em ambos os sentidos.
Em relação ao cabo, muitas pessoas queixam-se que ele se enrola e se embaraça. Julgo que isso tem a ver com a forma como cada um tricota e com a qualidade dos materiais. Mas se tal acontecer, há receitas para resolver o problema. Para quem tem espaço, uma solução para evitar o enrolamento é guardar as agulhas penduradas pelo cabo.
Outro aspecto que é importante em termos de organização é saber o número da agulha, e isto aplica-se a também às agulhas rectas. Quando a marcação é feita na agulha pode ir desaparecendo com o tempo. Quando é feita no cabo, os caracteres são tão pequenos que se torna difícil vê-los. Um acessório útil para rapidamente determinar a espessura da agulhas são as réguas medidoras.

Hoje não estou nos meus melhores dias e do 7º saquinho do meu calendário de Advento saiu:

Chá

Quentinho, reconfortante, na caneca ao meu lado enquanto escrevo.

06 dezembro 2011

A cor dos quilts

Hoje, as aulas foram cheias de cor e inspiraram este texto.
Sempre o disse e mantenho que há duas fases díficeis quando se faz um quilt: escolher as cores e escolher o quilting. Como vou falar de cor deixarei o quilting para uma próxima vez.
Muitas são as soluções. Pedir uma opinião, escolher tecidos parecidos com o modelo, escolher um esquema cromático a que eu chamo "valor seguro" ou escolher com risco. 
Qualquer situção é legítima se no final é gratificante para quem fez o quilt. Pela minha experiência, a fazer e ensinar patchwork, é quando se arrisca que se obtêm os resultados mais compensadores. 
Há cores e estilos que estão na moda e os quilts serão, no momento em que são feitos, agradáveis aos nossos olhos. 
Mas são as combinações menos standard mas de gosto muito pessoal que tornam um trabalho único, relevante e afectuoso.  Escolher assim, é fruto de um gosto mais sedimentado pela experiência ou pela personalidade ou ainda porque não se tem receio de não estar na moda. 

Arrisquem, gostem das Vossas cores. Vão ver que vale a pena.

Do 6º saquinho do meu calendário de Advento saiu a

Cor
todas elas, mais propriamente!

PS: as fotos são algumas das combinações de cor dos quilts de medalhão, realizados pelas participantes nos workshops.

05 dezembro 2011

ponto de aranha ou a arte de tecer uma teia

Se o tricot ganha facilmente adeptos, o crochet continua na penumbra à espera da sua vez. Há tempos esta maravilhosa fronha, a precisar de um restauro, apareceu para me relembrar o que parecia estar esquecido. Ponto de aranha, simples, geométrico, depurado, lindo. 

(in:Lakeland Ledger, 10 de Julho de 1959)

Da minha mocidade, de antes de eu ter nascido, parte da herança de pontinhos que foram passando entre mulheres. Depois é preciso recriar, imaginar de novo em novos fios, novas cores, novas aplicações. A ver mais tarde, onde cheguei deste ponto de partida.

5º dia do Advento - Deste saquinho sai a energia e vontade necessária para 

(Re) Criar

hoje e todos os dias.

04 dezembro 2011

...cada agulha com seu uso (3)

A vulgarização do uso das agulhas circulares deu-se nos anos 70 e apanhou-me nos meus primeiros anos de tricot. É por isso que são as agulhas que mais uso.
As agulhas circulares adaptam-se a todo o tipo de tricot mas a sua utilização tem enormes vantagens quando se fazem peças de com voltas de grande comprimento. É o caso de xailes, que voltaram a estar na moda e que exigem um comprimento de agulhas significativo. 
As agulhas circulares mais comuns têm 80 cm de comprimento mas se se trata de peças de grandes dimensões, como os xailes e as mantas há comprimentos maiores que facilitam o trabalho. 
(obrigado à Hemi que permitiu fotografar o seu xaile)

Uma outra excelente utilização destas agulhas é o tricot circular. Muitas peças como boinas, luvas, mangas, meias ficam muito mais bonitas e confortáveis se forem feitas circularmente, não tendo costuras. Habitualmente isso consegue-se usando as clássicas 5 agulhas mas podem igualmente usar-se as agulhas circulares. Para este tipo de trabalho devem usar-se 2 pares de agulhas circulares, de preferência mais curtas e com a mesma espessura. 
Muito há a dizer sobre agulhas circulares e num próximo post continuarei a falar sobre elas e as suas características.

Hoje é o 4º dia do Advento e faço este post enquanto ouço um disco oferecido por uma amiga que sabe que eu gosto de fado. Como alfacinha estou muito feliz por o fado ter sido considerado património imaterial da humanidade
Tenho ouvido duro mas gosto de música, embora só tenha tempo para a ouvir no carro ou quando me sento ao computador. A música envolve-me, alegra-me e dispõe melhor o meu dia e  por isso saiu hoje do 4º saquinho do meu calendário de Advento.
Música

02 dezembro 2011

...cada agulha com seu uso (2)

Usar agulhas circulares ou agulhas rectas é fundamentalmente uma questão de hábito e gosto pessoal uma vez que praticamente todo o tricot se pode fazer com ambos os tipos de agulhas. Digo praticamente, porque há algumas técnicas/modelos que se fazem muito mais facilmente com agulhas circulares.
Deixando de parte o gosto pessoal eu recomendo as agulhas rectas nas seguintes situações:
  • Para trabalhos pequenos como botinhas de bébé, amostras, cachecois. Embora muito adequadas para pequenos trabalhos, as agulhas rectas podem também ser utilizadas para tricotar peças maiores pois existem em vários comprimentos
  • Para quem se está a iniciar no tricot. Muitas vezes o fio que une as duas pontas das agulhas circulares é um factor de stress porque se enrola e perturba o trabalho.
  • Para quem tem a malha apertada. Quando se tricota com agulhas circulares a dada altura as malhas passam da agulha para o fio extensor. Na volta seguinte, as malhas têm de voltar a deslizar para a agulha para serem tricotadas. No caso de se ter a malha apertada esta passagem do fio extensor para a agulha pode ser mais dificil porque a agulha tem uma espessura superior ao seu fio. esta situação não se verifica nas agulhas rectas cuja espessura é sempre a mesma.
a utilização das agulhas circulares será tratada no próximo post sobre o tema  cada agulha com seu uso.
Dia 2 do calendário de Advento e minha actividade positiva de hoje é :
Lazer
Não é necessário tirar um mês de férias e ir para o estrangeiro. 30 minutos de tricot ao serão, com a família,  é um bom exemplo de lazer, não acham? 

01 dezembro 2011

Advento

Começa hoje o Advento e é dia também de recapitular como será o meu. Fazer o calendário e o respectivo tutorial permitiu-me algum tempo para repensar neste periodo que decorre até ao Natal. 
Vou empenhar-me cada dia em desenvolver uma actividade ou um pensamento positivo que tentarei sempre que possível partilhar aqui. Cada saquinho terá para mim um significado diferente e o de hoje foi:
Esperança
Precisamos todos mas pode ser construída por cada um de nós, pelo optimismo, pelo trabalho, pela experiência de que há sempre melhores dias.
Além de mim, houve muita gente a aceitar este desafio e a Laurinda, acabou de me enviar a sua versão do calendário. Para quem não conseguiu finalizar a tempo, para o ano haverá outro Natal.

23 novembro 2011

kokka

(Echino)
Parece que os últimos posts têm sido maioritariamente bege. Por isso nada melhor que kokka, acabados de chegar para colorir este espaço.
Amanhã, se aparecer o Sol e os pudermos fotografar, já os poremos na Dotquilts on line.
(Heather Ross - Far, far away III)

19 novembro 2011

...cada agulha com seu uso

Para poder escolher um acessório é fundamental conhecer as suas especificações. Muitas vezes há pormenores que parecem superficiais ou mero adorno ou não se percebe muito bem o porquê de serem assim. Mas, muitas das vezes, são pequenos nadas que fazem de um acessório, um elemento especial e o tornam imprescindível. 
Hoje em dia, com a imensa oferta de agulhas para tricot torna-se difícil a escolha. À semelhança do que já fiz para os dedais (1 e 2) vou dar algumas dicas sobre agulhas de tricot que talvez possam ajudar algumas tricotadeiras, na altura de escolher as suas agulhas de tricot.
Começo pelas agulhas de ajourados (as famosas lace) utilizadas nas malhas rendadas dos xailes, écharpes etc. No caso da marca alemã Addi o aspecto que salta à vista nestas agulhas é a sua cor dourada. Comecemos então por isso mesmo. Esta cor não é pretensão e resulta da aposição de uma liga especial na superfície das agulhas que as torna menos escorregadias que as inoxidáveis. O resultado é uma agulha que permite um melhor controlo e evita mais o cair das malhas, que é uma situação crítica neste tipo de tricot. Um aspecto prático é que a cor permite o seu reconhecimento no meio das restantes agulhas.
Outro pormenor que as diferencia é a sua ponta,  mais aguçada que as agulhas comuns de tricot. Quando se tricota pontos ajourados a relação entre a espessura da agulha e o fio não é a habitual pois trabalham-se fios finos com agulhas relativamente grossas. Trabalhar um fio fino com agulhas grossas torna-se muito mais fácil quando a ponta da agulha é fina. 
Para além das malhas ajouradas tenho experimentado estas agulhas em outras situações e resultam muito bem em fios de pouca torção. 
Para a próxima falarei de agulhas circulares e agulhas rectas.

09 novembro 2011

...

Com algum atraso em relação ao prometido mas ainda muito a tempo para ser feito até ao fim este mês.
Resolvi condensar as partes dois e três do tutorial do Calendário de Advento. A última parte está pronta e pode fazer o seu download na próxima newsletter da Dotquilts, que sai este fim de semana.

03 novembro 2011

pontinhos das aulas

Uma interpretação belíssima de um modelo de Yoko Saito.
Pontinho a pontinho o quilting e o appliqué irrepreensíveis.
Feito nas aulas da Dotquilts por Rosa G.

28 outubro 2011

Frio

Comecei-o no fim do Inverno passado, um modelo daqui, mas o Verão prolongado não deu muita vontade de lhe pegar outra vez.
Foi preciso este princípio de frio para me dar alento a terminar este casaco (?) de torcidos, no estilo Aran que  tanto usei nos anos 80 em camisolas feitas com lã de pescador.
A Margarida, tentou-se pelo abafo e prestou-se a servir de modelo.
depois de uma e outra foto
lá seguiu para o cabide
e quando o frio apertar mesmo, irá concerteza aquecer-me os ombros e deixar-me as mãos trabalhar.

16 outubro 2011

Na recta final

Iniciamos a última semana antes do 2º Encontro de Patchwork em Portugal e tudo está a ser ultimado para tudo estar a postos no próximo sábado.
Das muitas actividades do dia destacamos, a realização da manta do Patchsolidario 2011 que será igualmente oferecida à Ajuda de Mãe e um workshop, no qual as participantes realizarão um projecto que levarão como recordação deste dia.