16 março 2011

Tricanas e o tricot das quartas feiras




Como disse nas últimas notícias, o ponto seguinte para as nossas mantas de tricot, seria inspirado em Coimbra.
Há algumas semanas a Fernanda F. levou-nos umas meias lindissímas tricotadas pela mãe (o meu muito obrigada a ambas). Em tempos essa senhora tinha feito muitos pares para ao grupo folclórico das tricanas de Coimbra. Todas as participantes no encontro se entusiasmaram com a malha e por isso queremos partilhá-la aqui para que, quem nos lê tenha também a oportunidade a executar. Como pomos um nome a todos os pontos que fazemos a este chamámos ponto das Tricanas
Ponto das tricanas:
montar um número de malhas múltiplo de seis mais três
  • 1ª volta (avesso): 1 malha ourela,  *1 malha liga, uma laçada, 1 malha liga, tricotar três malhas juntas em liga, 1 malha de liga, uma laçada*.   Repetir de * a * . 1 malha de liga, 1 malha de ourela
  • 3ª volta (avesso): todas as malhas em liga
  • 4ªvolta (direito): tricotar todas as malhas  em meia
  • 5ªvolta (avesso): repetir a primeira volta
 
E para a semana daremos o ponto da situação das mantas que cada uma está a fazer.

14 março 2011

Hardanger

Não é difícil mas é viciante. Que o digam as várias participantes dos workshops de Hardanger. Desta última vez os tons mudaram e o tom sobre tom mudou para branco e cinza. Melhora o contraste e a aprendizagem dos pontos.
No seu livro de agulhas, a Ana P. não resistiu a acrescentar mais um detalhe na contracapa. A mostrar que, em qualquer situação, se pode personalizar o que se faz.

13 março 2011

enxoval

O segundo ciclo do enxoval está quase no fim e hoje foi a vez dos cueiros. Rosas (a maioria) e azul. É uma peça terna, que dá gosto fazer e intemporal.

04 março 2011

Medallion quilt

Amanhã é a primeira das três sessões que vão ser necessárias para completar um quilt medalhão. Porque os dias começam a brilhar cada vez mais e este quilt vai ser terminado em plena Primavera, as cores pastel foram a escolha. Com estas ou outras cores, este tipo de construção concêntrica permite começar sem programar e dá uma liberdade total a quem o faz.
Tomei-lhe o gosto depois da minha participação em vários round robin onde a adição sucessiva  de rebordos (por diferentes participantes)  foi o método escolhido. Um rebordo pode ser tão simples como uma série de quadradinhos à volta do medalhão central ou mais elaborado, como este. A escolha fica ao critério de cada um.

03 março 2011

notícias das quartas feiras

Nestes nossos serões cabem muitas coisas. Por ideia da Teresa, que nos ofereceu estes caderninhos personalizados, registamos agora as nossas malhas em receitas de tricot.
Partilhamos as últimas novidades que cada uma encontra aqui e ali. E já agora, ali continuam entusiasticamente os seus encontros.
Alguém começa a sua aprendizagem. Desta vez foi a Filomena.
E resolvemos transformar a nossa tira de registo de malhas, numa peça utilitária.
Iniciámos uma manta de quadrados, cada um correspondente a uma malha aprendida. Desta vez, e como no grupo há muitas iniciantes, ficámo-nos pela liga e meia mas para a semana a inspiração vai ter origem em Coimbra. Aguardem por mais notícias.
 E por fim mas não menos importante, provam-se outras receitas. Desta vez foram os queques de cenoura da Ana Paula. Acho que nenhuma fotografia lhe poderia fazer justiça.

01 março 2011

Summertime Friends

Chegou há poucos dias, esta colecção da designer australiana Lynette Anderson.
Desenhada para a marca japonesa Lecien, Summertime Friends tem sido um sucesso em todo o mundo e está agora também em Portugal, na Dotquilts.

28 fevereiro 2011

organizar

 
Uma das grandes vantagens da costura (e outros DIY) é a possibilidade de fazer à medida. Não estar dependente dos modelos standard, permite um sem número de soluções que verdadeiramente se adequam às necessidades de cada um.
Uma vida a tentar encontrar a melhor forma de organizar as minhas coisas, o meu trabalho e o meu tempo, demonstrou-me há muito que não há formas de organização ideais e que cada um tem de encontrar a sua.
Este organizador de tricot da Hemi, tem tudo o que é necessário para transportar as agulhas e acessórios que habitualmente usa, nos projectos que tem em curso. Estudou-se cada detalhe e o resultado é adequado ao que se pretendia.
E como não sei muito bem o que significa "costura criativa" prefiro chamar-lhe "engenharia da costura" porque a funcionalidade dos objectos é também um dos aspectos para os quais me sinto talhada.

Mola

Gosto muito de appliqué e tenho praticado sobretudo a técnica de virada  de agulha, que ensinei no último workshop de appliqué. Desmistificou-se a dificuldade da técnica e dominaram-se as formas e as dimensões das peças aplicadas. Para além desta há muitas formas de appliqué. Estas fotos são de uma peça em Mola, feita pela tribo Kuna do Panamá e foi-me oferecida pela Ana Isabel R. 
As mulheres desta tribo fazem o appliqué de uma forma singular, trabalhando em camadas que se decobrem nos pequenos bastonetes e linhas que são as formas mais comuns desta arte. As mulheres Kuna aplicam simultaneamente nos seus trabalhos o appliqué directo e reverso assim como alguns apontamentos de bordado. Os materiais são sempre tecidos lisos mas a riqueza da cor nas múltiplas camadas permitem uma combinação exuberante. Definitivamente inspiradora na técnica, na forma e na cor.

23 fevereiro 2011

tea time

Com um inverno frio e chuvoso como o que temos tido este ano, muitos foram os tapa-bules que se fizeram nas aulas. Alguns mais simples outros mais elaborados todos são peças funcionais que se gosta de ter ou de ofereçer (ou receber).
O modelo com bordado vermelho sobre o linho cru, escolhido pela Rosa G. foi feito com ponto atrás, ponto cadeia, ponto lançado e encanastrado a demonstrar que mesmo com pontos muito  simples se podem realizar trabalhos muito bonitos. Os pormenores nestas coisas também fazem a diferença: emoldurar os motivos num florão, fazer um pesponto na pega e na base, adicionar um vivo no rebordo.
A Maria João B. quis substituir o seu velho tapa bules e optou pelo modelo liso para evidenciar o tecido a condizer com o tema.
(fotografias de Margarida Monteiro)

21 fevereiro 2011

EPP (de novo)

A técnica é simples e pouco exigente de meios. Talvez por isso tenha ganho tantas adeptas ao longo de séculos. Sendo o hexágono a figura mais marcante e usual do english paper piecing, foi também a que a Isabel E. escolheu para dar uso a uma colecção de quadrados minúsculos (5 cm de lado) que uma prima lhe ofereceu. No início, tantos retalhinhos pareceram-lhe uma pilha interminável e agora só tem pena que já estejam no fim. 
Mas se o hexágono é o mais popular, o losango permite mil e uma possibilidades inclusivé o famoso padrão tumbling blocks, e este é um exemplo mostrado nas aulas e workshops em que esta técnica é desenvolvida.
Para quem nunca fez vale a pena experimentar.

(fotografias de Margarida Monteiro)

17 fevereiro 2011

sistemática

Há dias a Ana, perguntou-me se eu conhecia e/ou sabia fazer a renda chilena. Há anos que não a faço mas recordo-me que, quem me a ensinou a considerava uma renda para principiantes dada a simplicidade da execução e e dos motivos. Garanti-lhe que ia tentar encontrar as bitolas de cartão e os arames que são necessários para a sua execução e depois é ver se as mãos ainda se lembram do caminho.
Embora completamente diferente da renda chilena, a renda de filé é uma das rendas que incluo na família das rendas de agulha e nó, tal como a renda chilena (por defeito de formação, é mais fácil para mim organizar as técnicas, por famílias e géneros).
Esta maravilhosa almofada em renda de filé pertence aos nossos amigos Natércia e Zé António que, de tão velhinha, já tem algumas linhas partidas, a mostrar que o tempo passa por tudo e todos. No entanto é um rico exemplar de motivos tecidos no filé, alguns dos quais tridimensionais o que não é muito vulgar aparecer nas rendas de filé mais comuns.

15 fevereiro 2011

13 fevereiro 2011

costura em ponto miúdo

Costurar para bébés é muito bom, porque tudo é amoroso e enternece quem participa. No sábado de manhã voltámos a iniciar, pela terceira vez, um ciclo de enxoval com um grupo caloroso e empenhado. 
De tarde também se costurou para meninas pequeninas.  As mães (e tias) sentem-se particularmente orgulhosas de as poder vestir com aquilo que sai tão primorosamente das suas mãos.

12 fevereiro 2011

tecidos e lãs

Por falta de tempo, ultimamente não tenho mostrado as novidades que vão chegando. Com a loja on-line quase a abrir, algumas imagens para abrir o apetite. Tecidos Robert Kaufman, Michael Miller, Redrooster.
 Lãs Schoppel e as suas famosas Zauberball, para tricotar meias e xailes cheios de cor.

07 fevereiro 2011

crazy

Este foi um dos exemplos que mostrei no workshop de crazy patch que decorreu sábado (e repetição no domingo). Foi feito sobretudo a pensar naquelas que acham o crazy patch demasiado exuberante e ostensivo.
Se no crazy victoriano, em que o mais é sempre pouco, se usam as sedas, os brocados e os veludos, aqui  substituiram-se por retalhos de ganga. A alternativa aos pontos de adorno na costura foram os galões simples. As possibilidades são infindáveis e já hoje a Ana Isabel me visitou para mostrar uma nova descoberta: adorno com ráfia e ponto recoberto.
No workshop não faltaram os crazy (ou louquinhos como lhes chamam nos Açores) densos, ricos e muito adornados mas a almofada de restos de ganga, e outros exemplos apresentados, mostraram que rotular uma técnica é limitante e explorá-la é um desafio que pode dar bons resultados.

03 fevereiro 2011

O ano do coelho

Hoje é o primeiro dia do ano do calendário chinês e, tal como no Ocidente, o novo ano é cheio de promessas e um um desafio para tomar novas resoluções. Espero que a Wa continue, neste ano, a acompanhar-nos com a sua serenidade e preserverança e a produzir com minúcia, trabalhos como este, que deleitam qualquer olhar.
(Trabalho em appliqué realizado nas aulas da Dotquilts, por W.S, a partir de um modelo japonês)

27 janeiro 2011

O tricot das quartas feiras


Há muito para dizer do tricot das quartas feiras.
Nos primeiros encontros começámos por um projecto comum, preparado pela Margarida que nos ajudou todas a fazermos boinas e boinas com cinco agulhas. A maioria aproveitou para as oferecer no Natal e foram um sucesso.
Para além de executarmos  projectos individuais, começámos também a partilhar os saberes que cada uma traz consigo e que pode ser uma técnica, uma malha, uma revista, uma peça tricotada.
 Hoje foi a vez da Ana Paula nos trazer a técnica do crochet tunisino que é tão bonito como simples e que nos conquistou a todas. Antevêm-se mantas, cachecóis, malas em ponto tunisino, nos próximos tempos.
Das malhas antigas, que tantas vezes fizemos ou vimos fazer, começámos uma recolha e registo numa tira de pontos. A Ana Luísa já nos ensinou a malha espinha de bacalhau (ou de parafuso), eu ensinei a malha inglesa e as variantes malha de pérola e inglesa "fingida" e também os favos de mel e a malha de grosa. Muitas outras já estão programadas.
A Teresa traz-nos sempre um miminho, quer seja aquela revista com modelos irresistíveis quer seja umas luvinhas tricotadas pela mãe há muitos anos.
Num espaço que já é pequeno para tantas, o tempo passa a correr. Mas para a semana há sempre mais uma quarta-feira.
E ao mesmo tempo que decorria o nosso encontro aconteceu outro a milhares de quilómetros de distância, com um grupo "irmão" do Pico com quem vamos partilhar ideias e projectos. Daqui um grande abraço para todas.

As quartas feiras de tricot na Dotquilts não ficam por aqui. A partir da primeira semana de Fevereiro a Rosário Albuquerque vai dar todas as quartas feiras, uma aula de tricot, das 10h às 13h. 
E vamos começar da melhor forma:
Para o início das aulas de tricot, o colete será o mote. Com esta peça prática, confortável e de rápida confecção, vamos aprender várias técnicas indispensáveis a quem quer tricotar para vestir.
Começaremos por desenhar o modelo, escolher o material e apurar as medidas.
Cada pessoa escolherá como quer o seu colete: mais simples ou mais complexo, maior ou menor e quais as técnicas a utilizar.
Vários são os começos possíveis: canelados, em picot, em "rolinho", se é cintado, decote em V ou redondo...
Tudo à medida e ao gosto de quem tricota. R.A.

Aliciante não acham?