17 fevereiro 2011

sistemática

Há dias a Ana, perguntou-me se eu conhecia e/ou sabia fazer a renda chilena. Há anos que não a faço mas recordo-me que, quem me a ensinou a considerava uma renda para principiantes dada a simplicidade da execução e e dos motivos. Garanti-lhe que ia tentar encontrar as bitolas de cartão e os arames que são necessários para a sua execução e depois é ver se as mãos ainda se lembram do caminho.
Embora completamente diferente da renda chilena, a renda de filé é uma das rendas que incluo na família das rendas de agulha e nó, tal como a renda chilena (por defeito de formação, é mais fácil para mim organizar as técnicas, por famílias e géneros).
Esta maravilhosa almofada em renda de filé pertence aos nossos amigos Natércia e Zé António que, de tão velhinha, já tem algumas linhas partidas, a mostrar que o tempo passa por tudo e todos. No entanto é um rico exemplar de motivos tecidos no filé, alguns dos quais tridimensionais o que não é muito vulgar aparecer nas rendas de filé mais comuns.

15 fevereiro 2011

13 fevereiro 2011

costura em ponto miúdo

Costurar para bébés é muito bom, porque tudo é amoroso e enternece quem participa. No sábado de manhã voltámos a iniciar, pela terceira vez, um ciclo de enxoval com um grupo caloroso e empenhado. 
De tarde também se costurou para meninas pequeninas.  As mães (e tias) sentem-se particularmente orgulhosas de as poder vestir com aquilo que sai tão primorosamente das suas mãos.

12 fevereiro 2011

tecidos e lãs

Por falta de tempo, ultimamente não tenho mostrado as novidades que vão chegando. Com a loja on-line quase a abrir, algumas imagens para abrir o apetite. Tecidos Robert Kaufman, Michael Miller, Redrooster.
 Lãs Schoppel e as suas famosas Zauberball, para tricotar meias e xailes cheios de cor.

07 fevereiro 2011

crazy

Este foi um dos exemplos que mostrei no workshop de crazy patch que decorreu sábado (e repetição no domingo). Foi feito sobretudo a pensar naquelas que acham o crazy patch demasiado exuberante e ostensivo.
Se no crazy victoriano, em que o mais é sempre pouco, se usam as sedas, os brocados e os veludos, aqui  substituiram-se por retalhos de ganga. A alternativa aos pontos de adorno na costura foram os galões simples. As possibilidades são infindáveis e já hoje a Ana Isabel me visitou para mostrar uma nova descoberta: adorno com ráfia e ponto recoberto.
No workshop não faltaram os crazy (ou louquinhos como lhes chamam nos Açores) densos, ricos e muito adornados mas a almofada de restos de ganga, e outros exemplos apresentados, mostraram que rotular uma técnica é limitante e explorá-la é um desafio que pode dar bons resultados.

03 fevereiro 2011

O ano do coelho

Hoje é o primeiro dia do ano do calendário chinês e, tal como no Ocidente, o novo ano é cheio de promessas e um um desafio para tomar novas resoluções. Espero que a Wa continue, neste ano, a acompanhar-nos com a sua serenidade e preserverança e a produzir com minúcia, trabalhos como este, que deleitam qualquer olhar.
(Trabalho em appliqué realizado nas aulas da Dotquilts, por W.S, a partir de um modelo japonês)

27 janeiro 2011

O tricot das quartas feiras


Há muito para dizer do tricot das quartas feiras.
Nos primeiros encontros começámos por um projecto comum, preparado pela Margarida que nos ajudou todas a fazermos boinas e boinas com cinco agulhas. A maioria aproveitou para as oferecer no Natal e foram um sucesso.
Para além de executarmos  projectos individuais, começámos também a partilhar os saberes que cada uma traz consigo e que pode ser uma técnica, uma malha, uma revista, uma peça tricotada.
 Hoje foi a vez da Ana Paula nos trazer a técnica do crochet tunisino que é tão bonito como simples e que nos conquistou a todas. Antevêm-se mantas, cachecóis, malas em ponto tunisino, nos próximos tempos.
Das malhas antigas, que tantas vezes fizemos ou vimos fazer, começámos uma recolha e registo numa tira de pontos. A Ana Luísa já nos ensinou a malha espinha de bacalhau (ou de parafuso), eu ensinei a malha inglesa e as variantes malha de pérola e inglesa "fingida" e também os favos de mel e a malha de grosa. Muitas outras já estão programadas.
A Teresa traz-nos sempre um miminho, quer seja aquela revista com modelos irresistíveis quer seja umas luvinhas tricotadas pela mãe há muitos anos.
Num espaço que já é pequeno para tantas, o tempo passa a correr. Mas para a semana há sempre mais uma quarta-feira.
E ao mesmo tempo que decorria o nosso encontro aconteceu outro a milhares de quilómetros de distância, com um grupo "irmão" do Pico com quem vamos partilhar ideias e projectos. Daqui um grande abraço para todas.

As quartas feiras de tricot na Dotquilts não ficam por aqui. A partir da primeira semana de Fevereiro a Rosário Albuquerque vai dar todas as quartas feiras, uma aula de tricot, das 10h às 13h. 
E vamos começar da melhor forma:
Para o início das aulas de tricot, o colete será o mote. Com esta peça prática, confortável e de rápida confecção, vamos aprender várias técnicas indispensáveis a quem quer tricotar para vestir.
Começaremos por desenhar o modelo, escolher o material e apurar as medidas.
Cada pessoa escolherá como quer o seu colete: mais simples ou mais complexo, maior ou menor e quais as técnicas a utilizar.
Vários são os começos possíveis: canelados, em picot, em "rolinho", se é cintado, decote em V ou redondo...
Tudo à medida e ao gosto de quem tricota. R.A.

Aliciante não acham?

09 janeiro 2011

Registos

Estes pontos pertencem a um livro de apontamentos de costura, tem mais de 60 anos e foi feito no âmbito de uma disciplina prática, por uma aluna de uma escola industrial.
 O registo é uma das formas mais eficazes de aprender, memorizar e perpetuar.
 Embora o saiba há muito, não o tenho feito de forma sistemática.
E por isso, anotar regularmente o que aprendo e o que crio, é uma das minhas resoluções de ano novo.
O meu obrigada à Maria João Babo que me disponibilizou este livro de "pontos de costura" realizado nos anos quarenta por uma familiar.

07 janeiro 2011

Saldos

 O novo ano começou da melhor maneira na Dotquilts com os saldos das lãs
e vai continuar amanhã com os saldos dos tecidos.

31 dezembro 2010

2010 e os anos que hão-de vir

Se tivesse de escolher um momento particular de 2010, seria sem dúvida o 1ºEncontro de Patchwork em Portugal.
Mais do que um momento foram muitos momentos de partilha e solidariedade. 
Em nenhum momento duvidei que este movimento seria acarinhado por muitos mas, a participação de mulheres de todo o país, excedeu as minhas expectativas. Se quiserem saber um pouco  mais como tudo começou podem espreitar aqui.
Que 2011 seja um ano tranquilo e solidário.
Até para o ano!

29 dezembro 2010

crochet

O crochet pode vestir-se (da Margarida, minha filha, que trabalha apaixonadamente com as agulhas de tricot e crochet)
 Pode ser leve e delicado (do baú inesgotável da D. Irene)
Guardar segredos (renda em segredo do Algarve, da minha querida amiga Manuela Martins, monitora dos workshops de crochet na Dotquilts)
Estar à mão quando é preciso (alfineteiro antigo também pertença da Manuela).

E pode ser também eleganteinesperado, aconchegante e redondo. Pode ser muito mais, a questão é descobri-lo ou redescobri-lo e 2011 pode ser o tempo para isso.

21 dezembro 2010

Frioleiras com H


As frioleiras têm vindo a cair em desuso talvez porque não se criaram alternativas à sua aplicação e os modelos que vemos, embora delicados e muito bonitos restringem-se às golas, entremeios e naperons.
Em Portugal sempre houve mais pessoas a saber crochet do que outras rendas. No entanto, algumas, como os bilros, estão a ser redescobertas e não há perigo que se percam. Mas não me parece ser o caso desta.
Como na minha família ninguém sabia fazer frioleiras, levei alguns anos até conseguir encontrar alguém que me ensinasse e foi esta a renda que aprendi mais recentemente. Há uns dias atrás uma aluna mostrou-me estas maravilhas, em linha muito fina e, a acompanhar, um conjunto de navettes puídas, coloridas, lindas. Mas o mais surpreendente é a história que está por trás. Uma mãe tentou ensinar as suas várias filhas a fazer frioleiras, arte em que era mestra. Parece que as filhas tinham pouca habilidade ou vontade para aprender e, quem assegurou a passagem deste testemunho, foi o seu filho que continuou ao longo  da sua vida a fazer esta renda. Estes são alguns dos seus trabalhos que provam que os homens também gostam e sabem destas coisas.

13 dezembro 2010

a anatomia do dedal ou como escolher o dedal certo

Para além do que foi dito, muito há ainda a dizer sobre o uso deste objecto. Mas a parte mais importante do uso do dedal é encontrar aquele que mais convém a cada pessoa ou até a cada situação. E escolhê-lo, pode requerer alguma paciência e persistência.
Podem ser vários os factores de escolha, o material, o modelo, a técnica para a qual são usados.
Materiais
Os dedais mais comuns são os metálicos. São resistentes, têm várias formas, mas muitas pessoas sentem-nos como um objecto estranho e têm dificuldade em habituar-se a eles.
O couro é também utilizado e por ser um material mais orgânico torna, algumas vezes, o seu uso mais fácil.  Os dedais de silicone são mais recentes e tem tido uma grande aceitação. São macios, ajustam-se muito bem ao dedo e são aqueles cujo uso se torna mais imperceptível.
 Modelo
No dedal há duas partes utilizáveis: o topo e a parede lateral. Há ainda os chamados dedais de alfaiate que não têm topo.
Nem todas as pessoas seguram na agulha da mesma forma e por isso algumas pessoas tendem a empurrar a agulha com o topo do dedal e outras com a parede lateral. Por isso o modelo do dedal é importante. O dedal de silicone não deve ser usado por quem usa a parte lateral do dedal porque só o topo é utilizável. Pelo contrário o dedal de couro (o modelo da foto) é mais adequado a quem usa a parte lateral do dedal
Técnica
O dedal tem por função empurrar de forma segura a agulha e por isso a profundidade  e desenho dos "buraquinhos" à superfície do dedal é determinante para a qualidade de um dedal. Quando a técnica exige que a agulha seja empurrada com mais força este aspecto é mais relevante. Os dedais metálicos japoneses (dedo médio da foto) são ajustáveis ao perímetro do dedo e têm depressões muito definidas que permitem um controlo muito preciso da agulha (podem ver na última foto a comparação com um dedal metálico vulgar). São ideais para quilting manual e desde que os descobri adoptei-os incondicionalmente quando acolchoo à mão.

(e a mão que vêm na foto é da minha filha Margarida que ultimamente tem tirado quase todas as fotografias que tenho colocado aqui no blog)

05 dezembro 2010

árvores genealógicas

As aulas são desafios diários e as árvores genealógicas que me pedem para desenhar são dos mais aliciantes. Cada elemento é alguém, cada data um momento e todas as formas se conjugam numa árvore de vida.
E às vezes, a meio do trabalho, a alegria de ouvir: Luísa, vamos acrescentar mais um raminho, vem aí mais um bébé! 

02 dezembro 2010

tricotar com fios de várias cores

 (fotografia de Rosário Albuquerque)
É já no próximo sábado que fechamos, por este ano, mais um ciclo de quatro workshops sobre técnicas de tricot. Tricotar com fios de várias cores vai ser o tema e a formadora é a Rosário Albuquerque.
Tricotar com fios de várias cores enquadra-se em várias técnicas de tricot como o jacquard e o fair isle. 
Quando aprendi a tricotar, ao trabalho com vários fios dava-se o nome de "lãs metidas" mas hoje em dia não ouço qualquer referência a esta designação. Há algum tempo tive a sorte de ver um maravilhoso mostruário de tricot, em que este tipo de técnica era chamada de "lãs embutidas". Será que algum destes termos é correcto ou haverá outros em português? Qualquer contribuição será bem vinda para enriquecer os nossos nomes.