Se a qualidade de um bordado começa no risco, até hoje não encontrei nenhuma fórmula universal para o fazer.
Depende de muitas coisas e sobretudo do saber e da técnica da bordadora. Alguns riscos são feitos segundo técnicas ancestrais guardadas em segredo e feitas por riscadoras profissionais.
Os meus riscos são feitos de várias formas, que fui aprendendo/adaptando e que se adequam ao meu gosto, mas continuo a fazer sempre que é possível o levantamento das técnicas portuguesas de riscar bordado.
E de todas nenhuma me surpreendeu tanto como esta encontrada em terras algarvias. Em visita a uns amigos tive oportunidade de ver monogramas bordados, coloridos e preciosamente enfeitados com diferentes motivos.
Na altura em que o a serra algarvia não tinha a acessibilidade de hoje, era dificil para as mulheres arranjarem riscos variados para enriquecerem o enxoval. Nos anos quarenta vagueava por aquelas bandas um homem, de origem francesa, e que a pedido riscava directamente no pano o desenho pretendido. Segundo uma das bordadoras, a troco de uns escudos ou de uma refeição o pedinte riscava com mestria, as letras e os adornos pretendidos.



































as chitas,
os cretones, 





