Dias grandes, projectos pequenos.
Para o tom alfazema do tricot, este tecido da colecção Love da Amy Butler. Não podia haver melhor parceria.
16 agosto 2010
06 agosto 2010
04 agosto 2010
o bichinho do crochet
03 agosto 2010
dedal (usar ou não usar)
A relutância em relação ao dedal já vem de longe e continua por estes tempos. Muitas das mulheres que hoje descobrem o mundo dos crafts, ou não coseram na infância e na adolescência, ou fizeram-no pontualmente e por isso nunca se habituaram a usá-lo.
O dedal funciona como um objecto estranho e o gesto de pegar na agulha fica condicionado por isso. Ao fim de algumas tentativas a maioria desiste, porque não se consegue habituar.
Coser com dedal tem vantagens.
Uma das principais é que a agulha não magoa o dedo que a empurra e por isso o movimento faz-se mais livre e mais preciso. Para as técnicas de bordado e appliqué isso facilita muito o trabalho. Aumenta-se a destreza, a velocidade e o ponto fica mais bonito porque fica mais regular. Para o quilting à mão considero-o imprescindível! Como se habituar a usar dedal
Uma das formas é colocá-lo no dedo médio da sua mão de trabalho, mas não quando começa a coser. Experimente colocá-lo 5 minutos ao serão, e vá progressivamente aumentando o tempo, todos os dias, até cerca de 10-15 minutos. Depois, quando colocar o dedal e já não se lembrar que o tem no dedo, é altura de começar a coser com ele. Pontos simples, como o alinhavo.
Como escolher o dedal
Como escolher o dedal
Há muitos modelos e materiais mas fundamental é que o dedal tenha o tamanho certo. Não deve ser justo para não magoar, nem demasiado largo para não cair. Há pessoas que têm alguma tendência para os dedos incharem e poderão ter dedais com duas medidas consoante a situação.
A ilustrar tudo isto, o dedal de prata da D. Angélica, que de tantos anos de uso, já levou um topo novo. Quem não usa dedal, ou desistiu de o usar, dê uma segunda oportunidade a esta ferramente e vai ver que vale a pena.
01 agosto 2010
guirlanda
29 julho 2010
A estrela de muitos nomes
Além de Lone Star, nos Estados Unidos, tem nomes tão bonitos como Morning Star e Bethlehem Star.
Também estrela do norte e talvez outros nomes que ainda não descobri. Tantos "heterónimos" só podiam ser inspiradores e por isso tenho-a feito vezes sem conta.
.Este projecto, iniciado há mais de dois anos, tem permanecido em estado de todos os blocos feitos mas não mais do que isso, até agora.
Ao contrário de muitos dos meus quilts, não houve um layout prévio. Construí os blocos modularmente, de modo que fosse possível escolher, no fim, a disposição que mais me agradasse. Arrisquei juntar tecidos de bolas grandes a algumas das minhas chitas de Alcobaça.
E apesar de uma preciosa colaboração esta composição continuou a ser enigmática para mim. Com isto quero dizer: "vale a pena continuar ou fico por aqui?"
Ao fim deste tempo é tempo de decidir.
27 julho 2010
Na loja
Ainda na onda de Verão, na Dotquilts.
E já agora lembro que as inscrições para o patch solidário terminam este fim de semana. Um grande obrigada a quem se inscreveu neste primeiro encontro de patchwork em Portugal.

Bolsas
Um pouco mais acima, em todo o Alentejo, são talegos.
Conheço-os como tal, desde que me conheço e foi curioso saber que no Algarve (pelo menos em parte dele) o nome é outro.
Mas para além do nome há outras diferenças. As borlas de pano substituem, em alguns casos, as borlas de fios simples ou tecidas.
O cordão tem uma estrutura muito diferente da torsão comum.
Mas o princípio é o mesmo e cada pedaço é um pano com memória.
25 julho 2010
As voltas da malha
Para mim o tricot circular com cinco agulhas, iniciado a partir de um centro, tem três fases.
Na primeira, as poucas malhas em cada agulha tornam o trabalho um exercício de malabarismo.
Na segunda, e também neste caso no meio está a virtude, a marcha das agulhas é fácil e regular.
Na primeira, as poucas malhas em cada agulha tornam o trabalho um exercício de malabarismo.
Na segunda, e também neste caso no meio está a virtude, a marcha das agulhas é fácil e regular.
Na terceira, entra-se em overload e todos os cuidados são poucos para manter as malhas nas agulhas. É altura de mudar para as agulhas circulares (quando se têm à mão).
08 julho 2010
patchsolidario
Fazer patchwork é uma actividade agradável mas fazê-la em conjunto é ainda mais. Fazê-la por uma causa solidária será certamente muito agradável e gratificante. Pôr em prática esta ideia foi possível com a colaboração da Maria João Babo, porque ambas somos entusiastas do patchwork e pensámos na pertinência de ligar este craft a um movimento de solidariedade, por uma causa. Pensámos que um encontro de patchwork seria uma forma de corresponder ao objectivo proposto, mas também iria ao encontro de vontade de muitas pessoas que gostariam de se reunir de uma forma mais ampla de convívio. Criámos um blog onde podem ver como colaborar ou simplesmente acompanhar o que se vai passando. Até Setembro esperamos a vossa participação.
27 junho 2010
Outros nomes
Os olhos da D. Conceição Maciel brilham mais quando me mostra as suas rendas, obras primas que já vêm do tempo da sua bisavó.
Grande artesã do Pico, sabe de cor os nomes das rendas que lhe passaram pelas mãos e a ela se deve, em grande parte, a preservação deste belíssimo património. A esta, chama renda de caçador e eu, das minhas origens alentejanas, conheço-a como lérias e pilérias. Outros nomes a mesma beleza.
26 junho 2010
25 junho 2010
Entrepontos
20 junho 2010
Criação Velha
18 junho 2010
17 junho 2010
tic tac
Em breve vou buscar a almofada, enrolar uns bilros, fazer uma rendinha e deixar-me embalar-me no tic tac.
Estas rendas, foram feitas com um fio de linho que encontrei há anos numa retrosaria na Noruega. Tão bom de trabalhar que acabou rapidamente e ainda não encontrei um substituto à altura.
13 junho 2010
Em espiral
Viver alguns dias junto das pessoas das ilhas proporciona-nos momentos calmos, preenchidos e inesquecíveis. Abrem a porta e o coração e permitem-nos apreciar mantas que já criaram várias gerações de "pequenos". Cada pedacinho já foi vestido, saia ou blusa e muitos vieram da América nos característicos anos trinta.
Pela simplicidade de execução e multiplicidade de efeitos, o Logcabin é um dos blocos mais vistos em todo o mundo e encontra-se distribuído em mantas antigas, quer no continente quer nos Açores. É dificil avaliar se a maior influência nas ilhas se deve ao contacto com o continente ou a emigração para os Estados Unidos porque toda a gente os faz como a mãe e a avó já faziam.Curiosamente, das muitas mantas que já vi, praticamente nenhuma tem todos os blocos com a espiral de construção no mesmo sentido. Predomina quase sempre o sentido dos ponteiros do relógio mas, de vez em quando, um bloco aparece em sentido contrário. Pormenores para regalar os olhos.

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