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26 fevereiro 2012

Receita da malha de grosa

Foi a minha mãe que me ensinou esta malha e foi uma das que mais fiz durante toda a vida. Por várias razões: é simples, é tricotada só em liga e parece mais trabalhosa do que é, confere relevo ao trabalho mas é discreta. Substitui muito bem o ponto bago de arroz que não aprecio muito fazer.
Sempre que não me ocorria mais nada, recorria à malha de grosa quer como malha dominante em camisolas, casaquinhos de bébé ou como ponto acessório a intercalar tranças e outras pontos em relevo. 
Ensinei-a a muita gente, sobretudo a quem principiava no tricot mas nunca tinha encontrado ninguém que a conhecesse, pelo menos por este nome.
Há tempos uma aluna levou-me esta renda, feita por uma senhora com quase 100 anos e lá encontrei, numa bordadura lindíssima, a tão familiar malha de grosa, com ar tão distinto que quase não a reconheci. 
Algumas semanas atrás uma ensinei-a a uma participante dos encontros de tricot que me levou um modelo de bébé feito nesta malha. 
Para quem não a conhece cá vai a receita:
Montar um número ímpar de malhas
1ª volta (avesso) - 1 m. de ourela, tricotar todas as m. em liga, 1 m. de ourela
2ª volta (direito) - 1 m. de ourela,  (tirar uma m. em liga e dar 1 laçada, 1 m. de liga), repetir até às últimas duas malhas, tirar uma m. em liga e dar 1 laçada, 1 m. de ourela.
3ª volta (avesso) - 1 m. de ourela, tricotar todas as m. em liga, tricotando juntas a malha e a laçada, 1 m. de ourela
4ª volta (direito) - 1 m. de ourela,  (1 m. de liga, tirar uma m. em liga e dar 1 laçada), repetir até às últimas duas malhas,  1 m. de liga, 1 m. de ourela.
Repetir da 1ª à 4ª volta

27 janeiro 2011

O tricot das quartas feiras


Há muito para dizer do tricot das quartas feiras.
Nos primeiros encontros começámos por um projecto comum, preparado pela Margarida que nos ajudou todas a fazermos boinas e boinas com cinco agulhas. A maioria aproveitou para as oferecer no Natal e foram um sucesso.
Para além de executarmos  projectos individuais, começámos também a partilhar os saberes que cada uma traz consigo e que pode ser uma técnica, uma malha, uma revista, uma peça tricotada.
 Hoje foi a vez da Ana Paula nos trazer a técnica do crochet tunisino que é tão bonito como simples e que nos conquistou a todas. Antevêm-se mantas, cachecóis, malas em ponto tunisino, nos próximos tempos.
Das malhas antigas, que tantas vezes fizemos ou vimos fazer, começámos uma recolha e registo numa tira de pontos. A Ana Luísa já nos ensinou a malha espinha de bacalhau (ou de parafuso), eu ensinei a malha inglesa e as variantes malha de pérola e inglesa "fingida" e também os favos de mel e a malha de grosa. Muitas outras já estão programadas.
A Teresa traz-nos sempre um miminho, quer seja aquela revista com modelos irresistíveis quer seja umas luvinhas tricotadas pela mãe há muitos anos.
Num espaço que já é pequeno para tantas, o tempo passa a correr. Mas para a semana há sempre mais uma quarta-feira.
E ao mesmo tempo que decorria o nosso encontro aconteceu outro a milhares de quilómetros de distância, com um grupo "irmão" do Pico com quem vamos partilhar ideias e projectos. Daqui um grande abraço para todas.

As quartas feiras de tricot na Dotquilts não ficam por aqui. A partir da primeira semana de Fevereiro a Rosário Albuquerque vai dar todas as quartas feiras, uma aula de tricot, das 10h às 13h. 
E vamos começar da melhor forma:
Para o início das aulas de tricot, o colete será o mote. Com esta peça prática, confortável e de rápida confecção, vamos aprender várias técnicas indispensáveis a quem quer tricotar para vestir.
Começaremos por desenhar o modelo, escolher o material e apurar as medidas.
Cada pessoa escolherá como quer o seu colete: mais simples ou mais complexo, maior ou menor e quais as técnicas a utilizar.
Vários são os começos possíveis: canelados, em picot, em "rolinho", se é cintado, decote em V ou redondo...
Tudo à medida e ao gosto de quem tricota. R.A.

Aliciante não acham?