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09 abril 2007

Porto

É sempre bom voltar ao Porto. É sempre acolhedor, é sempre novo.
Entre várias esperas e viagens de comboio, o crochet.
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It’s always good to go back to Porto. Always restful, always new.
I made some crochet while I was waiting for the train and during the journeys.

Várias experiências até encontrar (assim espero) um modelo que me agradasse. Comecei pelo crochet irlandês. Imaginei uma manta leve, primaveril, cheia de côr. Depois do primeiro motivo vi que este projecto não era o tal. Pouco prático para fazer em viagem e talvez demasiado leve para uma manta.
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Some trials until I have found something that pleased me (I expect it).
First, Irich crochet. I imagined a light, colourful spring looking blanket. When I finished the first motif I realize this was not the project I wanted. It didn’t seem very practical for travel making and maybe to light for a blanket.

Numa segunda tentativa tentei um padrão de riscas. Para fazer numa única peça talvez se tornasse demasiado pesado. E ainda não era bem isto.
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In a second trial I tried a striped sample. Better but not enough.

Terceira tentativa. Malha baixa, tão simples quanto isto. Gostei do efeito mas precisava de algum movimento.
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Third trial. Rows with single crochet stitches. As simple as that. I liked the look but some movement was missing.
A escolha.Quadrados em malha baixa feitos na diagonal. Sim! E de certa forma parecem patches de tiras para um quilt.
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The final choice. Squares made diagonally with rows of single stitches. Yes! And they look somehow like a strip quilt patch.

04 abril 2007

Yarn break


De repente houve uma explosão de mantas de crochet na blogosfera. Há muitos anos que não faço nada em crochet mas agora parece que o virus também me atingiu. Estou de saída para o Porto onde irei passar a Páscoa e na mala umas lãs para começar uma manta. Vamos ver se lhe tomo o gosto.
Uma feliz Páscoa para todos.

Fontes de inpiração a) b) c) d) ...

Suddenly a explosion of crochet blankets in blogworld. I haven’t done crochet for awhile but now it seems the virus attacked me too.
I’m on my way to Porto, where I will stay on Easter holidays. In my luggage some yarn to begin a new project. Will I be addict to this craft again?
Happy Easter for you all.

Inspirations: a) b) c) d) …

13 novembro 2007

Filling gaps

A big gap: one whole week without posting, lot of mails to reply and almost four hundred feeds to read. Small gaps: waiting medical appointments, waiting in banks, post offices etc, etc, etc. I fill all those small gaps making my crochet. When my hands are moving, time goes by faster and I mantain my mental sanity. This crochet blanket was started on Easter time and now the squares are ready for assembly. It’s time to think about another project to assure the filling of future gaps.
Um grande hiato: uma semana inteira sem uma postagem, um monte de e-mails por responder e quase quatrocentas entradas para ler. Pequenos hiatos: esperas nos hospitais, bancos, correios e todos aqueles locais onde se espera e espera e espera. Preencho esses tempos fazendo o meu crochet. Quando as mãos estão ocupadas, o tempo passa mais depressa e mantem-se em melhor estado a saúde mental. Esta manta de crochet foi começada pela Páscoa e agora os quadrados estão prontos a ser unidos. É tempo de pensar num novo projecto para preencher hiatos futuros.

29 dezembro 2010

crochet

O crochet pode vestir-se (da Margarida, minha filha, que trabalha apaixonadamente com as agulhas de tricot e crochet)
 Pode ser leve e delicado (do baú inesgotável da D. Irene)
Guardar segredos (renda em segredo do Algarve, da minha querida amiga Manuela Martins, monitora dos workshops de crochet na Dotquilts)
Estar à mão quando é preciso (alfineteiro antigo também pertença da Manuela).

E pode ser também elegante,  inesperado, aconchegante e redondo. Pode ser muito mais, a questão é descobri-lo ou redescobri-lo e 2011 pode ser o tempo para isso.

11 julho 2008

Açores

FIA (International Craft Fair in Lisbon) has been a disappointment for the last two years. I visited it this week and nothing new to report. I don´t mean that we don´t have excellent handcrafters but most of them did not come this year. On the other hand our traditional crafts are not in fashion and don´t sell as well as they should. One of the examples is the crochet made by the ladies from Azores. This lovely lace is still made with whale bone handmade hooks and a very thin thread. This little dolly represents the beautiful hydrangeas that bloom all over the archipelago, especially in São Miguel Island. Each one of these little rosettes can be assembly into table clothes or table runners and they are magnificent. My heart was broken when the lady told me the price. So many hours to make an exquisite and technically perfect work, for a few euros. I believe that tradition should not be static. Changes can be made preserving the technical skills and patterns because evolution is part of men kind. I hope something happens before we lost the opportunity to enjoy the beauty of this handwork.A Feira Internacional do Artesanato continua a ser um desapontamento para mim. Visitei-a há dias e nada de novo a assinalar. Temos bons artesãos, muitos deles envelhecidos e cansados e parte deles, já habituais, não vieram este ano. Por outro lado, algum do nosso artesanato não está na moda, como é o caso da renda de crochet dos Açores, feita ainda com linha muito fina e uma farpa manual de osso de baleia (curiosamente o mesmo nome que se dá à agulha de crochet no Alentejo). Esta roseta pequenina representa as hortênsias que aparecem espontaneamente em quase todo o arquipélago e que é um ex libris de São Miguel. Na generalidade, são unidas umas às outras para toalhas de mesa ou naperons. Fiquei sem palavras quando me disseram o preço. Tantas horas de para fazer um trabalho tão bonito e tecnicamente perfeito, pelo preço da chuva. Não tenho na manga soluções para o problema mas parece-me que passa em parte pela adaptação. A evolução não significa descaracterização mas exige esforço de muitos intervenientes. Esperemos que alguma coisa aconteça para continuarmos a admirar quem tão bem trabalha para enlevo dos nossos olhos.

30 maio 2012

O Verão e o crochet


Para mim, se há craft com época, é sem dúvida o crochet. Gosto mais de o fazer no Verão, gosto de o fazer em fio de algodão e, de preferência, gosto de o fazer para vestir.
Este livro da Kristin Omdahl é a prova como o crochet pode ser absolutamente inovador e fascinante.

15 março 2012

xaile de crochet


A Margarida experimenta todas as variedades de fios que chegam à loja. Ensina-me que os modelos simples podem ser surpreendentes. No crochet é depurada e os pontos clássicos que usa vivem muito das cores e dos fios. 
Neste xaile de crochet matemático, o fio de uma lace ball, tornou o trabalho  extremamente leve mas muito aconchegante, a condizer com o dia chuvoso que, felizmente, tivemos hoje.

23 maio 2013

Fazer crochet (sem internet)



Hoje em dia, um tema, uma técnica ou modelo que caia no agrado, rapidamente é divulgada e apreendida através da internet com tudo o que isso tem de bom e mau.
Bom, porque aceder facilmente à informação é um aspecto muito positivo e sem o qual a nossa vida já não seria a mesma. Mau porque muitas vezes não se cria (ou pelo menos recria) e cai-se num sem número de toute la même chose. 
Mas sempre se partilharam modelos, ideias e, por um mero acaso, duas pessoas que há 30 anos nem se conheciam e viviam bastante afastadas, fizeram para o enxoval dos seus bébés uma manta com o mesmo ponto de crochet. As revistas, a troca de pontos entre amigas eram na altura principal forma de propagação. E pelos vistos também era eficaz!
Este ponto é um dos exemplos do ser simples mas bonito. É acessível mesmo para as iniciantes e tem um efeito geométrico surpreendente.

(obrigada à Fátima e à Maria João por me emprestarem as suas preciosidades)

12 abril 2007

Desafios (Challenges)

Hoje, dois desafios. O primeiro foi posto por mim, a mim própria. Retomar o crochet, actividade que pus de lado com o preconceito de quem embarcou em novos crafts, aparentemente mais aliciantes, mais interessantes e sobretudo mais fashion.
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Today two challenges. The first challenge I made to myself. To retake crochet, a craft I abandoned a long time ago. With pride and prejudice I embraced new crafts more seducing, more interesting and more than that, more fashion.
Conseguir alguma coisa que me agrade e consegui-lo com pontos e formas simples. -
To achieve something I really like and make it with simple layouts and simple stitches.
Segundo desafio. Este foi feito pela Xina. Mostrou em detalhe o seu quilting feito à mão e lançou o desafio. Que mostrássemos o nosso quilting em detalhe como uma parte nobre e fundamental para o quilt.
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Second challenge. This one was made by Xina. She introduced a close up of her wonderful hand quilting. She said we should reveal in detail the beauty of our quilting as a precious part of our quilts.
Como há algum tempo tinha este topo para um micro quilt, feito de amostras de bandanas, achei que tinha chegado a altura de o terminar. Com quilting manual evidentemente.
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I had this top for a micro quilt, made from bandanas samples and I thought it was time to finished it. With a hand quilting of course.
Aqui dois detalhes. Muito longe ainda vem a meta dos 9-10 pontos por polegada.
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Here two close ups. Far from the 9-10 stiches per inch but still on the way.

28 agosto 2012

Numa casa portuguesa

Nas casas portuguesas havia naperons. Na cozinha, nos quartos e na casa de fora. Cobriam, móveis e electrodomésticos. Faziam parte do quotidiano, usá-los e fazê-los. Os modelos passavam de vizinha em vizinha e era ao serão que as agulhas de crochet começavam o seu trabalho. Aos domingos à tarde também se ia para a janela fazer mais uma voltinha enquanto dava um lamiré lá para fora. 
Entraram em desuso e foram banidos ou guardados mas continua a haver quem os estime. 
 Para mim são as eternas fontes de inspiração para crochet.
Hoje há receitas para tudo e tudo se faz by the book. No passado, olhar, perceber e tirar a amostra fazia parte do currículo de todas as crocheteiras.
 Muito obrigada Ana por partilhar comigo estes seus tesouros.

28 fevereiro 2007

"Ouvrages de Dames" revisited

Um dia, há alguns anos, soube da existência deste livro. Persegui-o arduamente e um dia consegui-o. Revisito-o muitas vezes. Às vezes abandono-o por uns tempos mas nunca o esqueço. Por vezes leio-o e leio-o com avidez. A edição é da DMC e data do início do século XX. Da autora, Thérèse de Dillmont, pouco sei. Só aquilo que o livro me diz. Nesta área nunca encontrei um livro tão completo, tão bem escrito, tão bem ilustrado, tão bonito, tão perfeito.
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One day, some years ago, I knew this book. I chase it and one day I got it. I revisit it again and again. Some times I abondon it for a while but I never forget it, then I read it over and over again. It is a DMC edition from the beginning of the XX century. I don't know to much about Thérèse de Dillmont, the author. Just what the book tells me.
I never found a craft book so complete, well writed, well ilustrated, so beautiful, so perfect.

Todos os lavores que na época eram executados pelas damas da sociedade francesa aqui se encontram, do crochet ao macramé...
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All the crafts done by the ladies of french society are represented and explained with trifling details. Crochet and macramé...
Da renda de fillet...
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Fillet lace...

...à renda de bilros
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and Bobbin lace
E outros lavores preciosos como o bordado a branco
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And other preious crafts as White embroidery






31 março 2011

tricot e crochet

Ontem foi o nosso encontro habitual das quartas feiras. As mantas vão crescendo e o entusiasmo também. Em lã, em fio de algodão, com cores diferentes. É bom e motivante tricotar em grupo e este é um dos momentos momentos bons e ansiados da semana.
No sábado a Manuela Martins vai dar início a um workshop de crochet, em duas sessões. O projecto vai ser uma bolsa para usar nesta Primavera/Verão. Aproveito para informar que a newsletter já foi enviada mas continuo a receber muitos mails devolvidos por falta de espaço nas caixas de e-mail ou por erros no e-mail fornecido. Se for o seu caso contacte-me (dotquilts@gmail.com).

03 junho 2013

De gancho




Renda de gancho (ou de ganchada) é mais uma renda que ando a revisitar. É de execução muito simples mas de grande efeito. Embora com vida própria, é quase sempre acompanhada de entremeios e aplicações em crochet, mas nunca passa despercebida.
O primeiro post desta série não podia ter melhor protagonista. Uma renda finissima, feita no Pico por mãos que sabem, e que me foi oferecida pela minha amiga Nélia. Uma verdadeira obra prima!


21 dezembro 2010

Frioleiras com H


As frioleiras têm vindo a cair em desuso talvez porque não se criaram alternativas à sua aplicação e os modelos que vemos, embora delicados e muito bonitos restringem-se às golas, entremeios e naperons.
Em Portugal sempre houve mais pessoas a saber crochet do que outras rendas. No entanto, algumas, como os bilros, estão a ser redescobertas e não há perigo que se percam. Mas não me parece ser o caso desta.
Como na minha família ninguém sabia fazer frioleiras, levei alguns anos até conseguir encontrar alguém que me ensinasse e foi esta a renda que aprendi mais recentemente. Há uns dias atrás uma aluna mostrou-me estas maravilhas, em linha muito fina e, a acompanhar, um conjunto de navettes puídas, coloridas, lindas. Mas o mais surpreendente é a história que está por trás. Uma mãe tentou ensinar as suas várias filhas a fazer frioleiras, arte em que era mestra. Parece que as filhas tinham pouca habilidade ou vontade para aprender e, quem assegurou a passagem deste testemunho, foi o seu filho que continuou ao longo  da sua vida a fazer esta renda. Estes são alguns dos seus trabalhos que provam que os homens também gostam e sabem destas coisas.

04 agosto 2010

o bichinho do crochet

Aparece só de vez em quando mas depois é difícil pará-lo.

Começa sempre por um processo de criar, fazer, escolher.

 até chegar aqui.


E a propósito deste, e de outro projecto recente, registei-me finalmente no Ravelry.